domingo, 16 de agosto de 2015

Agnelo entrega atestado e adia por dez dias volta à rede pública do DF

Ex-governador é médico concursado e estava de licença até 31 de julho.
Volta deveria ter ocorrido no dia 3; ele diz acreditar ter feito boa gestão.

Raquel MoraisDo G1 DF
O ex-governador Agnelo Queiroz durante lançamento do Plano Distrital de Enfretamento do Crack e outras Drogas, em 2011 (Foto: Valter Campanato/ABr)O ex-governador Agnelo Queiroz no lançamento do
Plano Distrital de Enfretamento do Crack e outras
Drogas, em 2011 (Foto: Valter Campanato/ABr)
O ex-governador Agnelo Queiroz entregou atestado e prorrogou até 12 de agosto o afastamento do trabalho na rede pública de saúde do Distrito Federal. Ele cumpriu licença-prêmio entre o fim do mandato e 31 de julho e deveria retomar as atividades como médico na segunda-feira (3).
Durante o período, o ex-gestor esteve em Buenos Aires e em Miami. O G1 procurou o político, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
A Secretaria de Saúde não informou se ele continuará lotado no Hospital Regional do Gama. Com baixa popularidade, Agnelo não chegou nem ao segundo turno das eleições de 2014.
Em entrevista ao G1 ele disse não ter dúvidas de que fez um bom governo, afirmou “não aguentar mais mentira, perseguição e maldade" e criticou a atual gestão: “tática nazista de repetir a mentira não sabe quantas vezes para transformá-la em verdade". Rollemberg assumiu o governo afirmando haver um rombo de R$ 3,8 bilhões nos cofres públicos.
O ex-governador se mudou para Brasília em 1980 para fazer residência médica em cirurgia-geral. A vida política começou em 1990, quando foi eleito deputado distrital. Depois, Agnelo ocupou três vezes uma vaga na Câmara dos Deputados. Em 2006 assumiu o Ministério do Esporte e em 2007, a diretoria da Anvisa.
O final da gestão dele à frente do DF ocorreu em meio a uma crise administrativa.  Houve suspensão dos serviços de manutenção de gramados e limpeza de canteiros ornamentais e da segunda fase do Programa Asfalto Novo.
Além disso, foi necessário remanejar R$ 84 milhões milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública com medicamentos e materiaids hospitalares.
Creches conveniadas fecharam as portas por falta de repasse, e motoristas e cobradores de ônibus e micro-ônibus entraram em greve por não terem recebido salário. Servidores concursados da Educação e da Saúde chegaram a fechar o Eixo Monumental dias seguidos contra os atrasos no pagamento.
Para fazer a festa de réveillon, Agnelo cortou obras em escolas e comida de presos. O Ministério Público entrou com várias ações de improbidade administrativa contra o ex-governador.

Com novo atestado, Agnelo adia volta ao trabalho por mais 20 dias

Ex-governador deveria ter retornado à rede de saúde no dia 3 de agosto.
Médico, ele cumpriu licença-prêmio entre o fim do mandato e 31 de julho.

Raquel MoraisDo G1 DF
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (13) ser "vítima de uma trama" destinada a derrubá-lo do poder. Agnelo depõe na CPI do caso Cachoeira. (Foto: Alan Marques/Folhapress)O ex-governador Agnelo Queiroz em imagem de arquivo (Foto: Alan Marques/Folhapress)
O ex-governador Agnelo Queiroz entregou nesta quarta-feira (13) novo atestado e prorrogou por mais 20 dias o afastamento do trabalho na rede pública de saúde do Distrito Federal. Ele cumpriu licença-prêmio entre o fim do mandato e 31 de julho e deveria retomar as atividades como médico na segunda-feira (3), quando entrou com o primeiro pedido.
Durante o período, o ex-gestor esteve em Buenos Aires e em Miami. Ex-assessor de Agnelo, André Duda disse que laudo médico comprova que o político tem hérnia de disco. "Ele sente muita dor na coluna. Só consegue ficar em pé e sentar", afirmou.

A Secretaria de Saúde não disse se ele continuará lotado no Hospital Regional do Gama, onde trabalhava. Com baixa popularidade, Agnelo não chegou nem ao segundo turno das eleições de 2014.

Em entrevista ao G1 ele disse não ter dúvidas de que fez um bom governo, afirmou “não aguentar mais mentira, perseguição e maldade" e criticou a atual gestão: “tática nazista de repetir a mentira não sabe quantas vezes para transformá-la em verdade". Rollemberg assumiu o governo afirmando haver um rombo de R$ 3,8 bilhões nos cofres públicos.
Ele sente muita dor na coluna. Só consegue ficar em pé e sentar"
André Duda, ex-assessor de Agnelo
O ex-governador se mudou para Brasília em 1980 para fazer residência médica em cirurgia-geral. A vida política começou em 1990, quando foi eleito deputado distrital. Depois, Agnelo ocupou três vezes uma vaga na Câmara dos Deputados. Em 2006 assumiu o Ministério do Esporte e em 2007, a diretoria da Anvisa.

O final da gestão dele à frente do DF ocorreu em meio a uma crise administrativa.  Houve suspensão dos serviços de manutenção de gramados e limpeza de canteiros ornamentais e da segunda fase do Programa Asfalto Novo.

Além disso, foi necessário remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública com medicamentos e materiais hospitalares.

Creches conveniadas fecharam as portas por falta de repasse, e motoristas e cobradores de ônibus e micro-ônibus entraram em greve por não terem recebido salário. Servidores concursados da Educação e da Saúde chegaram a fechar o Eixo Monumental dias seguidos contra os atrasos no pagamento.

Para fazer a festa de réveillon, Agnelo cortou obras em escolas e comida de presos. O Ministério Público entrou com várias ações de improbidade administrativa contra o ex-governador.

Ex-governador Arruda vira professor de engenharia em faculdade do DF

Político passou a integrar equipe no início do mês, segundo instituição.
Engenheiro elétrico formado em MG, ele dá aulas duas vezes por semana.

Do G1 DF
José Roberto Arruda (PR) participa de sabatina na Fecomércio-DF (Foto: Cristiano Costa/Fecomércio-DF/Divulgação)José Roberto Arruda (PR) durante campanha ao governo do DF, em 2014 (Foto: Cristiano Costa/Fecomércio-DF/Divulgação)
O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi contratado como professor de engenharia civil em uma faculdade particular de Águas Claras. As aulas da disciplina "sistemas elétricos" começaram no início deste mês. Segundo a assessoria da Unieuro, o político assumiu o cargo "por meio de processo seletivo, como os demais professores da instituição". A remuneração de Arruda não foi divulgada.
As aulas do ex-governador são às segundas e quintas-feiras, no período da noite. Arruda é formado em engenharia elétrica pelo Instituto Federal de Engenharia de Itajubá (MG), cidade natal do político. Nos anos 1980, ele foi diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Arruda foi eleito em primeiro turno para o Buriti, em 2006, mas teve o mandato cassado em março de 2010 pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF por desfiliação partidária. O político deixou o DEM no fim de 2009, em meio a denúncias de envolvimento no esquema de corrupção conhecido como "mensalão do DEM".
Em 2014, o ex-governador filiado ao PR anunciou nova candidatura ao GDF, mas teve a chapa impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro foi barrado porque Arruda tem condenação em segunda instância na Justiça do DF, pelo mesmo esquema de corrupção. O candidato entrou com recursos na Justiça, mas não obteve decisão favorável.
No discurso em que renunciou à disputa eleitoral de 2014, Arruda disse que aquele seria "provavelmente" o último momento de sua vida pública. Ao terminar o anúncio, ele afirmou que estava "passando o bastão" para o médico Jofran Frejat. "Eu me retiro da vida pública. Eu vou agora cuidar das crianças", declarou.
Agnelo Queiroz vistoria obras da construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em 2012 (Foto: Valter Campanato/ABr)Agnelo Queiroz vistoria obras da construção do
Estádio Nacional Mané Garrincha, em 2012
(Foto: Valter Campanato/ABr)
Agnelo Queiroz
Na quarta (13), o ex-governador Agnelo Queiroz adiou, pela segunda vez, o retorno ao trabalho como médico cirurgião na rede pública do DF. O atestado por dores nas costas tem validade por 20 dias.
Agnelo cumpriu licença-prêmio entre o fim do mandato e 31 de julho e deveria retomar as atividades como médico no dia 3 de agosto, quando entrou com o primeiro pedido.
Ex-assessor de Agnelo, André Duda disse que laudo médico comprova que o político tem hérnia de disco. "Ele sente muita dor na coluna. Só consegue ficar em pé e sentar", afirmou.
A Secretaria de Saúde não disse se ele continuará lotado no Hospital Regional do Gama, onde trabalhava. Com baixa popularidade, Agnelo não chegou nem ao segundo turno das eleições de 2014.

16/08/2015 11h20 - Atualizado em 16/08/2015 11h43 Manifestantes marcham em Brasília contra governo Dilma e a corrupção

PM estimava em 25 mil os participantes às 11h40; organizadores, em 45 mil.
Manifestantes saíram do Museu da República em direção ao Congresso.

Raquel MoraisDo G1 DF
Manifestantes contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste domingo (15) para protestar contra a corrupção. O ato foi convocado pela web e se repetiu em outras cidades do país, como Belém, Belo Horizonte, Maceió, Recife e Rio de Janeiro.
Às 11h4o, a Polícia Militar estimava em 25 mil o número de participantes no ato. Para os  organizadores, no mesmo horário havia 45 mil pessoas na Esplanada. A concentração começou às 9h, no Complexo Cultural da República. A Esplanada foi fechada ao trânsito às 6h nos dois sentidos.
Os policiais fizeram quatro barreiras para revistar manifestantes com mochilas. A PM vetou o uso de máscaras por manifestantes, bandeiras com hastes de madeira ou plástico, garrafas de vidro e objetos que podiam ser transformados em armas em caso de confusão. Até as 11h, nenhum incidente havia sido registrado.
Representantes do Movimento Brasil Livre usaram carros de som para convocar os presentes a convidarem amigos e familiares para engrossar a marcha. Enquanto parte do grupo confeccionava cartazes e faixas, manifestantes desceram rumo ao Congresso Nacional.
Manifestantes montaram uma cadeia com imagens de políticos. (Foto: Raquel de Oliveira/G1)Manifestantes montaram uma cadeia com imagens de políticos. (Foto: Raquel Morais/G1)
O empresário Antônio Carlos Peixoto e o filho João, de 7 anos, chegaram às 8h na Biblioteca Nacional. Eles percorreram quase 30 quilômetros de casa até o local e pretendiam participar de toda a manifestação.
Estou esperando uma mobilização pacífica. Acho que as manifestações não se restringem só ao 'Fora, Dilma', 'Fora, PT', embora esse governo realmente não nos represente. Nossas mudanças mais fortes têm que ser uma reforma política. Participei do 'fora, Collor' e não vi grande mudança desde então"
Antônio Carlos Peixoto, empresário
"Estou esperando uma mobilização pacífica. Acho que as manifestações não se restringem só ao 'Fora, Dilma', 'Fora, PT', embora esse governo realmente não nos represente. Nossas mudanças mais fortes têm que ser uma reforma política. Participei do 'fora, Collor' e não vi grande mudança desde então", afirmou o empresário.
Placas instaladas em árvores na Esplanada pediam “intervenção militar constitucional” no país. Um boneco inflável representando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestindo roupa listrada de presidiário foi levado para a Esplanada.
Os manifestantes pediam a prisão do ex-presidente e sua colocação em uma cela com detidos na Operação Lava Jato da Polícia Federal, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Um cartaz também fazia críticas à gestão do petista Agnelo Queiroz, que não conseguiu chegar ao segundo turno nas eleições para governador do Distrito Federal.
Destoando dos outros participantes, o aposentado João Brasil, de 63 anos, se disse contrário às manifestações que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff. Ele mora em Sobradinho e chegou às 7h30 no centro de Brasília.
Ao som de apitos e vuvuzelas, manifestantes caminham em direção ao Congresso Nacional. (Foto: Débora Cruz/G1)Ao som de apitos e vuvuzelas, manifestantes caminham em direção ao Congresso Nacional (Foto: Débora Cruz/G1)
"Quem tem de sair são o [presidente do Senado] Renan [Calheiros] e o [presidente da Câmara, Eduardo] Cunha", declarou.
Vendas
Ambulantes aproveitaram a manifestação para expor bandeiras e camisetas da seleção brasileira. Também havia vendedores de pipoca e churrasquinho em váruos pointos da Esplanada.
O vendedor José Mário levou 80 camisetas e bandeiras do Brasil para o protesto em Brasília. Ele disse acreditar ser a favor do ato por acreditar que é preciso uma mudança política. "Da outra vez lotou. Não sei como vai ser essa, mas espero que dê para vender tudo", afirmou. "Eu acho que tem que mudar, mas não sei quem poderia entrar no lugar. Só sei que a vida está difícil."

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Irmão e Filho de José Dirceu metidos até o pescoço nas mutretas do Petrolão


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O IRMÃO FANFARRÃO
Em depoimento a Polícia Federal, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, negou que tenha recebido propina enquanto o petista estava preso em virtude do processo do Mensalão. Os investigadores reforçam que o político recebia parte dos valores do esquema criminoso mesmo depois de ser condenado pelo STF. Para isso, afirmam a PF e o MPF, Luiz iria até as empresas que tinham contrato com a JD Assessoria e Consultoria, para cobrar parte do dinheiro. (As informações são da Folha de Londrina).

Segundo o advogado Roberto Podval, Luiz Eduardo esclareceu que não solicitou o pagamento de propina, mas que pediu ajuda porque estava numa situação financeira ruim desde que Dirceu tinha sido preso. Também ressaltou que todos os valores recebidos pela empresa JD e por seus sócios foram declarados e que tudo está contabilizado. "Ele foi pedir ajuda para pessoas com quem já tinha trabalho e empresas que tiveram contratos com a JD. O Luiz explicou que o Zé estava preso e que ainda não tinha encerrado as atividades da empresa porque não tinha dinheiro", afirmou o defensor. 

Podval ressalta que a oitiva foi esclarecedora e que espera que seu cliente deixe a carceragem da PF hoje, quando vence o prazo de prisão temporária. "O Luiz ficou horas tentando esclarecer com a intenção de não precisar ficar na prisão. Espero que isso seja reconhecido até porque se isso não for reconhecido pela Justiça, tanto faz as pessoas ficarem caladas ou ajudarem", disse. 
O FILHO ESPERTALHÃO
A Polícia Federal cogita investigar as doações eleitorais recebidas pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, para saber se recursos repassados por operadores do petrolão tiveram origem no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. De acordo com o ex-executivo da construtora Engevix Gerson Almada, investigado na Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o lobista Milton Pascowitch pediram que a empresa fizesse doações a petistas, entre os quais Zeca Dirceu. Leia mais em Veja.
Uma foto de Zeca Dirceu, com Zé Dirceu e o preso André Vargas, nos tempos do mensalão
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Paciente flagra banheiro feminino sujo de sangue no Hospital de Ceilândia


Um flagrante de um paciente no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) mostra o banheiro feminino do Centro Obstétrico da unidade de saúde sujo de sangue. As marcas estão espalhadas na parede e no chão do sanitário. O registro ocorreu na tarde desta sexta-feira (14/8). Durante a manhã, o paciente também flagrou funcionários limpando macas na parte externa do hospital.
 
 
O homem de 39 anos, que preferiu não se identificar, acompanha a mulher grávida de 9 meses, e se indignou com a situação. “Cheguei às 9h ao hospital e vi mulheres grávidas entrando no banheiro sujo. O sanitário está com marcas de sangue na parede, próximo à pia e no chão. O cenário é muito ruim. Pela manhã presenciei mulheres praticamente tendo filhos na recepção, porque quem faz a triagem não estava na hora do almoço”, revelou.
 
Arquivo pessoal/Divulgação
 

Próximo ao estacionamento, uma equipe de funcionários leva macas para a parte externa do hospital. Com luvas, um deles retira o colchão e parece lavar em uma mangueira. “Pagamos impostos e esperamos, pelo menos, um atendimento digno e que a saúde esteja em pleno funcionamento”, destacou.

Em nota, a direção do HRC disse que há sangue no banheiro feminino eventualmente por ser uma área de emergência onde concentram-se pacientes que chegam com hemorragias, recém-operadas ou que ainda vão dar à luz. Segundo o hospital, a unidade disponibiliza uma equipe de limpeza para ficar de prontidão no local. Apesar do paciente ter alegado que desde as 9h desta sexta-feira o banheiro estava sujo, a direção respondeu que a imagem foi feita em um "pequeno intervalo entre a saída da paciente do local e o início da limpeza por parte dos funcionários."
 
Em relação à limpeza das macas em ambiente externo, a Secretaria de Saúde garantiu que a direção do hospital notificou a empresa terceirizada responsável pela higienização. "O local mostrado nas imagens é irregular, uma vez que existe uma área de uso exclusivo para limpeza de macas e colhões", informou a nota.