sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Irmão e Filho de José Dirceu metidos até o pescoço nas mutretas do Petrolão


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O IRMÃO FANFARRÃO
Em depoimento a Polícia Federal, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, negou que tenha recebido propina enquanto o petista estava preso em virtude do processo do Mensalão. Os investigadores reforçam que o político recebia parte dos valores do esquema criminoso mesmo depois de ser condenado pelo STF. Para isso, afirmam a PF e o MPF, Luiz iria até as empresas que tinham contrato com a JD Assessoria e Consultoria, para cobrar parte do dinheiro. (As informações são da Folha de Londrina).

Segundo o advogado Roberto Podval, Luiz Eduardo esclareceu que não solicitou o pagamento de propina, mas que pediu ajuda porque estava numa situação financeira ruim desde que Dirceu tinha sido preso. Também ressaltou que todos os valores recebidos pela empresa JD e por seus sócios foram declarados e que tudo está contabilizado. "Ele foi pedir ajuda para pessoas com quem já tinha trabalho e empresas que tiveram contratos com a JD. O Luiz explicou que o Zé estava preso e que ainda não tinha encerrado as atividades da empresa porque não tinha dinheiro", afirmou o defensor. 

Podval ressalta que a oitiva foi esclarecedora e que espera que seu cliente deixe a carceragem da PF hoje, quando vence o prazo de prisão temporária. "O Luiz ficou horas tentando esclarecer com a intenção de não precisar ficar na prisão. Espero que isso seja reconhecido até porque se isso não for reconhecido pela Justiça, tanto faz as pessoas ficarem caladas ou ajudarem", disse. 
O FILHO ESPERTALHÃO
A Polícia Federal cogita investigar as doações eleitorais recebidas pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, para saber se recursos repassados por operadores do petrolão tiveram origem no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. De acordo com o ex-executivo da construtora Engevix Gerson Almada, investigado na Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o lobista Milton Pascowitch pediram que a empresa fizesse doações a petistas, entre os quais Zeca Dirceu. Leia mais em Veja.
Uma foto de Zeca Dirceu, com Zé Dirceu e o preso André Vargas, nos tempos do mensalão
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